Em janeiro, o técnico colocou gás.
O aparelho voltou a gelar como novo. Problema resolvido, conta paga, vida que segue.
Em março, o vento morno voltou.
E a dúvida também: será que precisa colocar gás de novo?
A carga de gás de ar-condicionado em Araruama só resolve de verdade quando vem junto com o reparo do vazamento. O gás circula num sistema fechado e não acaba com o uso: se está faltando, escapou por algum ponto. O serviço correto é localizar o vazamento, corrigir, fazer vácuo e repor a quantidade indicada pelo fabricante.
O gás do ar-condicionado acaba com o uso?
Não. E essa é a parte que mais surpreende quem já recarregou o aparelho algumas vezes.
O gás refrigerante não funciona como a gasolina do carro, que vai sendo queimada. Ele circula o tempo todo entre a evaporadora e a condensadora, como o sangue nas veias: absorve o calor de dentro de casa, leva para fora e volta para buscar mais.
Existe uma ideia muito comum de que recarregar o gás todo ano é normal. Não é.
Se o nível baixou, só existe uma explicação:
Vazamento.
Recarregar sem consertar é como encher o pneu furado toda semana. Funciona por uns dias e custa caro no acumulado.
Como é feita a carga de gás do jeito certo?
Em etapas, e a carga é a última delas:
- Confirmação: o técnico mede o funcionamento para confirmar que o problema é mesmo falta de gás, e não sujeira ou outro defeito.
- Localização do vazamento: o ponto é procurado nas conexões, na serpentina, nas soldas e nas válvulas. Muitas vezes o circuito é pressurizado com nitrogênio para o furo aparecer.
- Reparo: conforme o caso, refazer a conexão, soldar o ponto ou trocar o trecho danificado.
- Vácuo: retirada do ar e da umidade que entraram no circuito enquanto ele estava aberto.
- Carga: reposição do gás certo, na quantidade indicada pelo fabricante do aparelho.
- Teste: conferência da temperatura do ar e do funcionamento das duas unidades.
– E se eu só colocar o gás agora e ver no que dá?
– Dá para fazer. Só que daqui a uns meses a conversa vai ser esta mesma.
Quais sinais indicam falta de gás no ar-condicionado?
Alguns sintomas costumam aparecer:
- O aparelho liga, mas gela pouco ou demora muito para resfriar.
- Gelo na tubulação fina ou na evaporadora.
- A condensadora funciona, mas o ar sai morno.
- Manchas de óleo nas conexões da tubulação ou da condensadora.
Um cuidado: filtro entupido e serpentina suja também fazem o aparelho gelar pouco e formar gelo. Por isso a primeira etapa é a confirmação, e não a recarga direta. Às vezes o problema se resolve com uma limpeza e higienização, sem precisar mexer no gás.
Qual gás o seu ar-condicionado usa?
A resposta está na etiqueta do aparelho, geralmente colada na condensadora.
Os gases mais comuns nos aparelhos residenciais são:
- R-32: usado em boa parte dos modelos mais recentes.
- R-410A: muito presente em aparelhos de gerações anteriores.
- R-22: encontrado em aparelhos antigos, é um refrigerante que vem sendo retirado do mercado.
Cada aparelho é projetado para um gás específico. Não se mistura um com o outro, e não se troca por “outro parecido”. O técnico repõe exatamente o que o fabricante indica.
Por que os vazamentos são mais comuns perto da Lagoa e do mar?
Por causa da corrosão.
A condensadora de um imóvel em Araruama passa o ano inteiro recebendo ar salgado da Lagoa e do mar. O sal se acumula nas aletas e nas conexões e, com o tempo, a corrosão pode abrir pequenos furos por onde o gás escapa. Aos poucos, sem barulho nenhum.
Em imóveis na orla, no Centro, no Coqueiral ou em Praia Seca, a inspeção periódica da unidade externa faz diferença. A manutenção preventiva pega esses pontos antes de o gás ir embora.
Quais fatores influenciam o preço da carga de gás?
O valor depende de onde está o problema e do que o reparo exige:
- Localização do vazamento: uma conexão frouxa é bem diferente de um furo na serpentina.
- Tipo de reparo: refazer uma conexão, fazer solda ou trocar um trecho de tubulação.
- Tipo de gás: R-32, R-410A e R-22 têm preços e disponibilidade diferentes.
- Capacidade do aparelho: aparelhos maiores levam mais gás.
- Distância entre as unidades: tubulações longas também aumentam a quantidade de gás necessária.
- Acesso à condensadora: fachada alta ou telhado exigem mais preparo.
O que você pode fazer, e o que fica com o técnico?
Você pode:
- Limpar o filtro e ver se o aparelho volta a gelar, antes de concluir que é gás.
- Fotografar a etiqueta da condensadora e as conexões da tubulação.
- Observar se aparece gelo ou óleo e anotar quando começou.
- Desligar o aparelho se houver gelo acumulado, para não forçar o compressor.
Fica com o técnico, sem exceção: qualquer manuseio de gás. O refrigerante fica sob pressão, pode causar queimaduras por frio no contato com a pele, e alguns tipos são inflamáveis. Não existe versão caseira desse serviço.
Como agendar?
Mande pelo WhatsApp a foto da etiqueta do aparelho, conte os sintomas e diga se o gás já foi recarregado antes, e quando. Esse histórico ajuda o técnico a entender o tamanho do vazamento.
A equipe da Climatização Araruama atende com agendamento, de segunda a sábado, das 8h às 22h, no Centro, na orla e nos distritos. O pagamento pode ser em dinheiro, Pix ou cartão, e o serviço tem a garantia legal de 90 dias prevista no Código de Defesa do Consumidor.
Gás que vai embora sempre deixa uma pista. O trabalho é segui-la até o fim.
Recarregar resolve o sintoma. Consertar o vazamento resolve o problema.
O ar-condicionado voltou a perder o gelo? Chame a equipe da Climatização Araruama no WhatsApp (número pendente) e agende a avaliação.
PS: mande uma foto da etiqueta da condensadora. Com ela, o técnico já sabe qual gás o aparelho usa e a capacidade do sistema.
Quer saber o valor para o seu caso? Entre em contato com a Climatização Araruama e receba um orçamento sem compromisso.